sábado, 15 de agosto de 2009

São Paulo Photo Fest



......São Paulo será palco em setembro, da primeira edição do SP Photo Fest, festival que reunirá importantes fotógrafos nacionais e internacionais da atualidade e que pretende entrar para o calendário dos grandes eventos internacionais sediados na capital paulista. Organizado por Luiz Marinho, que traz na bagagem a experiência de quatro anos na organização do Paraty em Foco, e curadoria internacional de Jay Colton, ex-editor de fotografia da Revista TIME, o SP Photo Fest será realizado de 10 a 13 de setembro, no MIS – Museu da Imagem e do Som. Serão quatro dias de palestras, debates, workshops e leitura de portfólios, voltados para amadores ou profissionais, jovens coletivos ou autores experientes, revelações ou artistas consagrados, enfim, para todos os que fazem ou gostam de fotografia. Entre os fotógrafos já confirmados estão Amy Arbus, filha da fotógrafa renomada Diane Arbus, autora de quatro livros, com mais de vinte exposições pelo mundo. Outra presença garantida no SP Photo Fest é da também norte-americana Scout Tufankjian, fotógrafa que cobriu a campanha de Barack Obama, atual presidente dos Estados Unidos, e lançou o livro Yes we can: Barack Obama`s History Making Campaign. Antonin Kratochvil é outro destaque já confirmado do SP Photo Fest. Versátil, o fotojornalista tcheco fotografa de guerras a retratos e campanhas publicitárias. Mais dois nomes importantes no mundo da fotografia também protagonizam a primeira edição do SP Photo Fest: JR Duran, catalão famoso mundialmente por suas fotos de moda e retratos da beleza feminina em revistas como Harper’s Bazaar, Elle e Vogue, e Juca Varella, fotojornalista brasileiro há mais de 20 anos e atual editor de fotografia do jornal O Estado de S. Paulo. As inscrições já estão abertas. Mais informações sobre a programação completa podem ser obtidas através do telefone (11) 5052-1206 ou pelo site: http://www.spphotofest.com.br

Alex Webb, novo presidente da Magnum



......O fotógrafo americano Alex Webb é o novo presidente da cooperativa Magnum substituindo Stuart Franklin que estava à frente da agência há três anos. A decisão foi tomada na última reunião da cooperativa levada a cabo em Londres que atribuiu ainda a Cristina García Rodero, Allessandra Sanguinetti e Mikhael Subotzky o estatuto máximo dentro da Magnum ("membro pleno"). O fotógrafo Chris Anderson permanecerá como "associado" e Jacob Aue Sobol, na Magnum há dois anos, ficará como "nomeado". Segundo o The British Journal of Photography, este ano não houve novos fotógrafos nomeados.

Robert Capa e Gerda Taro



......Duas exposições organizadas pelo Centro Internacional de Fotografia de Nova York (ICP), foram inauguradas em Barcelona, depois de serem exibidas NY e Londres. As mostras intituladas "Gerda Taro (1910-1937)" e "Esto es la guerra! Robert Capa en acción" vão permanecer no MNAC até o dia 27 de setembro. Pela primeira vez uma retrospectiva da fotógrafa Gerda Taro é apresentada na Espanha. Pioneira no fotojornalismo de guerra, Gerda teve sua fama ofuscada pela do seu amante, o legendário Robert Capa. Gerda morreu em 1937 esmagada por um tanque durante a cobertura de uma batalha. A mostra de Robert Capa exibe 150 fotografias tiradas nas guerras ao redor do mundo como fotógrafo de guerra durante as décadas de 1930 e 40, que fizeram dele um dos mais famosos fotógrafos do Século XX. Capa foi um dos primeiros a começar a utilizar as pequenas câmeras, como a famosa Leica, que lhe deram grande mobilidade. Em 1954, a convite da revista Life, Robert Capa foi cobrir a guerra na Indochina (mais tarde denominada Vietnã), acompanhando às forças francesas que combatiam os guerrilheiros comunistas. No dia 25 de Maio, no sul do país, perto do vilarejo de Thai Binh, Robert Capa saltou do caminhão do exército francês e embrenhou-se na mata para retratar manobras dos soldados no delta do Rio Vermelho, quando pisou em uma mina terrestre que dilacerou suas pernas. Robert morreu no meio a uma poça de sangue com a Leica na mão. Nas duas exposições serão exibidas imagens da mala mexicana encontrada com 126 rolos de negativos de 35 mm pertencentes a Robert Capa e Gerda Taro.

Fraude na foto de Robert Capa?



......A foto mais famosa de Robert Capa pode ser uma fraude. A desconfiança existe há algum tempo, mas dessa vez é diferente. Segundo o jornal espanhol El Periódico de Catalúnia, dados levantados pelo historiador Francisco Moreno concluem que o local e a data onde foi tirada a foto do homem que leva um tiro durante a Guerra Civil Espanhola não poderiam ser reais.
......Segundo ele, houve conflitos somente em áreas urbanas e só existem registros de mortos a partir do final de setembro de 1936 (a foto é datada do dia 5 do mesmo mês). Outras 39 imagens do local foram comparadas por Moreno e ele concluiu que a foto de Capa não poderia ter sido feita em Cerro Muriano.
......Para piorar a situação, Francisco Castro, um dos moradores mais antigos da região, que tinha 9 anos à época, relata que na região ocorreram apenas bombardeios aéreos. “Capa pode ter chegado ao local sem encontrar ação real para fotografar (em Cerro Muriano só haviam refugiados)”, diz o jornal. E conclui que o homem que leva um tiro na foto mais famosa de Capa poderia ser apenas um “miliciano desocupado disposto a posar”.

PHOTOIMAGEBRAZIL 2009




O maior evento de foto e imagem da América Latina, a PHOTOIMAGEBRAZIL 2009 (Feira Internacional de Imagem), realizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, acontece no período de 11 a 13 de agosto, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. E para dar opções aos consumidores, a PHOTOIMAGEBRAZIL 2009 se prepara para apresentar aos compradores da feira novidades em todos os setores, câmeras, impressão, vídeo, acessórios, entre outros. Surpreendendo a cada ano, o "FÓRUM PHOTOIMAGEBRAZIL’09" traz entre outras atrações nomes como Mark Seliger (NYC - USA), Marcus Bell (Brisbane - Austrália), Bob Wolfenson, Marcio Scavone, Everton Rosa, George Uenishi (NYC - USA), Rainer Bauer (Regensdorf - Suíça) e Fabrício Bolfarini. No dia 12 de agosto Mark Seliger domina o palco do Fórum PHOTOIMAGEBRAZIL ’09, na palestra "Celebridades através das lentes de Mark Seliger”. Ele fala sobre o início da carreira, o que foram os 10 anos de trabalho na Rolling Stone, desafios da profissão, segredos por detrás das fotos de seus livros publicados e como é a visão de fotógrafo produzindo e dirigindo vídeos curta- metragens musicais e comerciais. No último dia do Fórum, 13 de agosto, ele fecha o dia com chave de ouro, na Jam Session com os fotógrafos Bob Wolfenson e Marcio Scavone. Os três juntos, num bate-papo descontraído, conversam sobre carreira, dificuldades e soluções para trabalhos de sucesso, além de comentarem detalhes e curiosidades sobre manias e gostos das celebridades que clicam.
http://www.photoimagebrazil.com.br/

Fotografia francesa no Palácio das Arte em Belo Horizonte



O Palácio das Artes em Belo Horizonte apresenta do dia 7 de agosto a 7 de setembro, a exposição de fotografias 100 X França, na Galeria Genesco Murta. Com curadoria de Sophie Schmit (historiadora de arte, jornalista e curadora independente), a mostra leva aos visitantes um pouco da história da fotografia francesa, desde sua origem (1839) até os dias atuais. A exposição também faz uma homenagem a uma das primeiras repórteres fotográficas, a francesa Janine Niépce (1921-2007). As 100 imagens escolhidas integram o acervo de três das mais ricas coleções públicas de fotografias existentes no mundo: da Biblioteca Nacional da França, do Museu d’Orsay e do Centro Pompidou, em Paris. Cada uma das imagens é apresentada com um texto que conta a respectiva história da fotografia e do seu autor, da França, dos franceses e de Paris. Participam também o Ministério da Cultura, a Escola Nacional de Belas Artes de Paris, a Fundação Jacques Henri Lartigue, o Estate Brassaï, colecionadores particulares, fotógrafos, artistas ou os seus detentores de direitos autorais. A exposição 100 X França coloca lado a lado obras de gênios como Nicéphore Niépce, Louis-Adolphe Humbert de Molard, Gustave Le Gray, Charles Nègre, Eugène Cuvelier, os irmãos Bisson, Félix Nadar e Eugène Atget. Dos fotógrafos menos conhecidos, há produções de Édouard Baldus, Charles Marville, Auguste Collard e também cópias de amadores anônimos ou célebres como Jacques Henri Lartigue ou o conde Robert de Montesquiou. Exposição 100 X França.

Morre fotógrafo baiano Mário Cravo Neto.



Familiares confirmaram que o fotógrafo baiano Mário Cravo Neto, 62 anos, morreu vítima de um câncer na tarde deste domingo (09/07). Segundo informações de uma fonte que trabalha com o artista, Mário Cravo estava internado há três semanas no Hospital Aliança depois de ter piorado o seu quadro médico. Durante um ano ele permaneceu em São Paulo lutando contra um câncer. Em julho, retornou à capital baiana para dar continuidade ao tratamento.De repercussão internacional, a obra de Mário Cravo Neto tem como principal característica a ligação com o universo afro-cristão existente na cidade onde nasceu, Salvador. Suas fotografias possuem, ao mesmo tempo, influências dos mitos religiosos do candomblé e da cristandade.Durante o ano de 1968, quando se mudou para Nova York, ele realizou uma série de fotografias em cores 'On The Subway' e produziu também suas primeiras esculturas de acrílico. Entre os livros publicados estão “Ex-Votos“, 1986, “Salvador“, 1999, “Laróyè“, 2000, “Na Terra sob Meus Pés”, 2003, e “O Tigre do Dahomey - A Serpente de Whydah”, 2004. Mário Cravo Neto iniciou-se na arte da fotografia e da escultura em 1964. Estudou na Art Student’s League de Nova Iorque (1969-1970) e participou da 11ª, 12ª, 13ª, 14ª, 17ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1980 e 1995 recebeu o prêmio de Melhor Fotógrafo do Ano da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1996 o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte e em 2004 o Prêmio Mario Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A Agência Magnum - Os Fundadores



George Rodger, inglês.

A Agência Magnum - Os Fundadores




David Seymour (Chim), polonês

A Agência Magnum - Os Fundadores



Henri Cartier Bresson, francês um doa maiores fotojornalistas do Séc XX

A Agência Magnum - Os Fundadores



Robert Capa um dos fundadores e fotógrafo de guerra.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Gotthard Schuh


Criança brincando, Bali, 1938


"Parlez-moi d'amour", Paris 1932


Conversa em bar, Zurique, 1956


Freiras e "A Última Ceia", Milão 1955


Crianças brincando Perugia, Itália, 1929

A Fundação Suíça da Fotografia homenageia um dos mais importantes fotógrafos do século XX.
O suíço Gotthard Schuh (1897–1969) é considerado por muitos como o inventor da moderna fotografia de jornalismo. Ele desenvolveu um estilo próprio, entre poesia e realidade. Uma exposição sobre o seu trabalho está sendo realizada em Winterthur até 11 de outubro

Winterthur, capital Suiça da Fotografia



Criado em 1993, o Fotomuseum de Winterthur explora com coerência e determinação o mundo da fotografia em todas as suas acepções.


No seu décimo aniversário, o museu viu-se reforçado pela Fundação Suíça para a Fotografia. Hoje as duas instituições fazem de Winterthur um pólo da fotografia na Suíça.


"O Museu da Fotografia surgiu em bom momento, respondendo à demanda de uma sociedade em que a imagem desempenha papel cada vez mais importante". Joy Neri, responsável pelo fund raising(levantamento de fundos), realça de imediato o amplo enfoque dado à fotografia pelo Fotomuseum de Winterthur.


Fotografia como arte e como documento


"Aqui olhamos a fotografia como arte e como documento", esclarece, enquanto nos acompanha pelos locais da exposição recuperados de uma antiga fábrica de tecidos.


Criado em 1993 por iniciativa particular, o museu destacou-se imediatamente pela sua orientação internacional e pela atenção dedicada à fotografia sob todos seus aspectos, da foto artística à reportagem jornalística, da moda ao design industrial, da foto signalética à foto médica.


Nas exposições organizadas até agora, o museu preocupou-se em alternar apresentações do trabalho de fotográficos e artistas contemporâneos (Lewis Baltz, Nan Golden, Boris Mikhailov, William Eggleston...) com retrospectivas de clássicos da fotografia (Karl Blossfeldt, August Sander, Dorothea Lange, Weegee...) e mostras temáticas, capazes de destacar também a fotografia aplicada.
Com certa de 8 exposições anuais – das quais quatro grandes, duas pequenas na "Galeria" (que freqüentemente serve de contraponto à mostra principal) e duas dedicadas à coleção do museu – o museu de Winterthur já conquistou uma posição sólida no panorama artístico nacional e internacional. Cerca de 20% dos visitantes vêm do estrangeiro.


"Hoje o Fotomuseum é um dos dez melhores museus de fotografia do mundo e o maior na Europa", afirma com uma ponta de orgulho Joy Neri. E acrescenta:"Um sucesso que depende da coerência e da qualidade de nosso programa. Mas como pequena equipe, somos capazes de reagir rápidamente aos estímulos da sociedade".


Com o passar dos anos o museu criou também sua própria coleção, reunindo hoje aproximadamente três mil fotografias. Trata-se de obras realizadas a partir dos anos 60 do século XX, em particular de artistas que já expuseram no museu.


"Não estamos interessados em imagens únicas, mas de preferência em uma escolha representativa das obras de alguns nomes ilustres da fotografia contemporânea", explica Joy Nere.


Uma boa vizinhança com a Fundação de Fotografia


Em novembro de 2003, um golpe da sorte contribuiu para dar a Winterthur uma posição ainda mais importante no panorama da fotografia. Graças a uma contribuição de 8.4 milhões de francos da Fundação Volkart, a Fundação Suíça de Fotografia transferiu-se do Kunsthaus de Zurique a local defronte ao Museu de Fotografia.


No novo edifício encontraram espaço para um pequeno restaurante, uma loja de livros artísticos, de artigos de multimídia, uma biblioteca especializada e naturalmente os arquivos onde as fotografias podem ser conservadas em condições excelentes – além de dois espaços de exposição, um para a fundação e outro para o museu.


As duas instituições permanecem, porém, independentes. A Fundação para a Fotografia tem por tarefa conservar e valorizar o patrimônio fotográfico do país e o governo garante 70% de seu financiamento. O Museu da Fotografia, voltado principalmente para a foto contemporânea internacional, consegue três quartos de seu financiamento graças a fundos privados (membros, patrocinadores e visitantes).


O público parece apreciar essa vizinhança. Quatro quintos dos visitantes compram o bilhete que permite ingresso em ambas as instituições. E não faltam colaborações entre o Museu e a Fundação, como para a grande mostra dedicada a Robert Frank, em setembro de 2005. Juntas, as duas entidades dispõem da maior coleção de imagens do grande fotógrafo suíço.


swissinfo, Andrea Tognina, Winterthur